Sistema racionalizado em habitação popular


Baseando sua proposta no binômio qualidade e agilidade, a Sergus Construções - através de seu novo sistema construtivo com fôrmas tipo banche venceu a concorrência para a construção do novo conjunto habitacional do PAR - Programa de Arrendamento Residencial, desenvolvido pela Caixa Econômica Federal, no bairro de Itaquera em São Paulo.
O empreendimento prevê a execução de 560 unidades, distribuídas em 28 edifícios de cinco pavimentos, distribuídos em uma área total de 28.000 m2.

O "Sistema Construtivo Sergus com fôrmas tipo banche" é a nova vedete da construtora e acabou de receber o certificado de Referência Técnica n. 25 do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo).
Essa tecnologia construtiva consiste na moldagem de paredes e lajes de concreto armado com telas soldadas, para execução de edifícios multipiso.

A grande vantagem desse processo está na racionalização da construção, caracterizada pela rapidez na execução do edifício, principalmente em virtude dos ciclos diários de montagem e desmontagem das fôrmas. No caso desta obra, a Sergus mantém no local dois jogos de fôrmas, que possibilitam a execução de, em média, um pavimento de 200 m2 de projeção por dia.

Esse sistema apresenta algumas diferenças em comparação com o sistema construtivo de fôrmas tipo túnel, também executado pela Sergus: adapta-se melhor a qualquer tipo de lay-out, por se basear em fôrmas separadas para paredes e lajes; permite executar de uma só vez todo o pavimento (pelo sistema tipo túnel não era possível executar as fachadas).
" Como essa obra do PAR Itaquera se destaca pela grande repetição de usos, a Sergus optou pelas fôrmas banche, que possibilitam a execução de todas as paredes do edifício, incluindo as fachadas", explica o eng. Sérgio Christiano, diretor técnico da empresa. Outra vantagem do sistema banche é que permite incorporar na concretagem todos os batentes, caixilhos e tubulação hidráulica e elétrica.

Outro ponto importante é que esse sistema não seria viável sem a utilização das telas soldadas que cumprem função estrutural tanto nas paredes como nas lajes (vale lembrar que nesse sistema construtivo não existem vigas e pilares).

De acordo com o Eng Sérgio Christiano, "as telas são fundamentais porque, pela área que temos de paredes para concretar todos os dias, seria inviável realizar com vergalhão, amarrado ponto-a-ponto. Isso seria uma perda de produtividade tremenda, de tempo gasto, qualidade questionável, sem nenhuma uniformidade, fugindo, inclusive da filosofia do nosso sistema construtivo".

Mais uma vantagem oferecida pelas telas soldadas ao sistema é a velocidade de montagem. "Com telas eu monto uma laje para concretagem em aproximadamente 40 minutos. No caso da armação com vergalhão, esse tempo subiria demais. Eu começo um ciclo de montagem das fôrmas aproximadamente às 7 da manhã e por volta das 4 da tarde a laje já está completamente terminada", comenta. As gruas são outro equipamento fundamental para o sucesso desse empreendimento porque movimentam todas as fôrmas metálicas, de um pavimento para o outro e entre os edifícios.
Nos edifícios do PAR Itaquera, as paredes, da fundação até o último pavimento, apresentam espessura de 12 cm. Já as lajes têm espessura de 9 cm. Ambas são armadas com telas soldadas.

O concreto utilizado apresenta especificação de fck de 25 MPa, com slump 18 ± 3, brita um, e aditivos plastificantes. O concreto é dosado em central, e sua qualidade é fundamental para ao sucesso da construção, visto que a desforma de paredes e lajes é feita apenas 12 horas depois da concretagem. Por conta disso, a empresa mantém um controle de qualidade permanente, com acompanhamento e avaliação através da ruptura de corpos de prova de concreto.

As obras dos 28 edifícios do PAR Itaquera foram iniciadas em 30 de abril de 2004, e o prazo de execução é de apenas um ano.

 

 
 
     
 
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